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Crie seu primeiro backtest

Como inserir fundos, pesos, moeda base e período para seu primeiro backtest no BacktestFolio e ler os resultados.

3 min de leitura

Crie seu primeiro backtest

Ao terminar este guia você terá simulado uma carteira com dados históricos reais e saberá ler os três números que mais importam: crescimento do capital, drawdown máximo e índice de Sharpe.

O caminho mais rápido: comece por um exemplo

Em Composição da Carteira há uma fila de carteiras modelo prontas, do clássico 60/40 ações-renda fixa até combinações mais elaboradas como Golden Butterfly ou All Weather. Uma delas tem um botão que carrega a carteira e roda a simulação na hora. Serve para ver um resultado completo em poucos segundos antes de entender cada campo. Daqui em diante, faça na mão pelo menos uma vez. É o único jeito de saber o que você está simulando de fato.

Passo 1: adicione os instrumentos

Na mesma seção, cada linha é um instrumento da carteira: ETF, fundo ou índice de mercado como proxy quando o produto específico não é necessário. Digite o ticker ou o ISIN e defina o peso. Vá adicionando linhas até o peso total, exibido em tempo real abaixo da lista, chegar a 100%. Uma carteira 60/40 precisa só de duas linhas: um ETF global de ações com 60% e um ETF de renda fixa com 40%.

Passo 2: configure os parâmetros de simulação

Abaixo da composição ficam Parâmetros de Simulação, em três blocos.

O primeiro, sempre visível, traz o básico: capital inicial, 10.000 por padrão e você pode mudar, moeda do backtest, datas de início e fim. Na primeira tentativa deixe as datas quietas, o motor usa o período mais longo em comum entre os instrumentos.

Os outros dois blocos ficam fechados até você precisar deles:

  • aportes recorrentes, se quiser simular DCA em vez de investimento único;
  • frequência de rebalanceamento e custos.

Deixe do jeito que está no primeiro backtest. O motor roda do mesmo jeito, sem aportes periódicos e com custo zero.

Passo 3: execute e leia os resultados

O botão que inicia a simulação fica no fim do painel de parâmetros. O cálculo é quase instantâneo. Assim que termina, aparecem os Resultados do Backtest acima dos parâmetros.

O primeiro gráfico é o crescimento do capital ao longo do tempo, a linha mostra como a carteira teria se comportado no período escolhido. Logo abaixo, três números:

  • CAGR, o retorno médio anualizado;
  • drawdown máximo, a pior queda desde um pico anterior;
  • índice de Sharpe, que relaciona retorno ao risco corrido.

Com mais de um instrumento, as mesmas três métricas aparecem também por ativo: útil para saber quem puxa a performance e quem arrasta o risco.

Vale lembrar: o CAGR aqui é do período inteiro, não ano a ano. Uma carteira com CAGR de 7% pode ter feito +25% num ano e -15% no outro. Para ver essa variação, mais abaixo está a Análise de Rendimento Histórico em base anual.

O que libera mais abaixo, sem esforço extra

Depois do backtest, a mesma página abre seções extras com os resultados que acabou de calcular, sem digitar de novo: correlação entre ativos, decomposição do risco por instrumento e fronteira eficiente com os mesmos retornos históricos. Mais embaixo você encontra mais duas seções: uma análise Monte Carlo para estimar a chance de bater uma meta de capital, e uma análise da taxa de saque sustentável na aposentadoria. Aqui dá para simular as duas também com dados históricos reais, não só com Monte Carlo. As duas são gratuitas neste ponto do fluxo, amarradas ao backtest que você acabou de rodar.

Aprofundar

Este guia cobre o como. Para o porquê, o que é um backtest de verdade, seus limites e o que um resultado bonito não prova, veja O que é o backtest de uma carteira.

Pronto para testar com seus dados? Vá para Backtest.

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